TRÊS VINHOS TINTOS MUITO BONS POR MENOS DE R$ 30,00

                 

Há muitos vinhos nacionais e importados nos supermercados que confundem o consumidor  na hora da compra. Alguns deles não valem o preço que é cobrado, outros são bons ou muito bons, mas são muito caros… Os tais “Reservados” já custam entre R$ 25,00 e R$ 30,00, mas não agradam. O que fazer então?

Após muitas compras e muitas degustações, recomendamos 3 vinhos de excelente relação custo benefício, que podem competir em pé de igualdade com vinhos muito mais caros. A nossa escolha, é claro, tem o nosso gosto pessoal. Consideramos que nessa faixa de preço não há nada melhor no mercado brasileiro!

Os três vinhos foram  adquiridos nas redes de supermercados de Porto Alegre e região metropolitana.

 

  1. CASAS PATRONALES RESERVA PRIVADA CARMENERE 2011 – Investimento: R$ 27,00

Este vinho do “Vale del Maule” que fica a cerca de 300 km de Santiago do Chile. Segundo informações do site da vinícola, estagia de 10 a 12 meses em barrica de carvalho e apresenta um teor alcoólico de 14,5% vol.

Este vinho surpreende pela intensidade de cor vermelho-púrpura e os aromas de ameixa, tabaco e notas de madeira tostada. Tem boa acidez e paladar aveludado com taninos doces. Final muito agradável e persistente com notas tostadas.

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  1. ETCHART RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2012 – Investimento: R$ 28,00

Este vinho de terras altas (1750 metros) da região de “Salta- Cafayate” na Argentina, que fica cerca de 900 km ao norte de Mendoza, possui 14,5% vol. de álcool e estagia 6 meses em barricas de carvalho francês. De cor vermelho intenso, aromas frutados com especiarias e Boca com toques de baunilha, bom corpo, com final de médio a longo.

Não confundir este vinho com o ETCHART PRIVADO CABERNET SAUVIGNON que não tem a mesma qualidade e custa praticamente o mesmo preço (R$ 2,00 a menos)!

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  1. APALTÁGUA ENVERO GRAN RESERVA CARMENERE 2012 – Investimento: R$ 29,90

Um belo vinho do “Vale de Colchágua”,  região de “Apalta” que fica cerca de 200 km de Santiago do Chile. No rótulo consta que possui 93% de carmenere e 7% de cabernet sauvignon e 14% vol. de álcool. Estagia de 10 a 12 meses em barrica de carvalho americano e francês e após mais 6 meses de repouso em garrafa.

O vinho é concentrado de cor vermelho violáceo, notas de frutos vermelhos maduros, tabaco e especiarias. Apresenta uma complexidade surpreendente para o preço do vinho. Suculento e sedoso com  belo final com toques de baunilha.

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Os valores dos vinhos são referentes ao mês de março de 2016.

Se tiverem mais sugestões, enviem para nós!

Até o próximo post

 

 

 

 

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De bike na Borgonha – França (Parte I)

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Setembro na Borgonha, tempo agradável e seco, propício para passeios ao ar livre.                  Então programamos um passeio pela “Route des Grands Crus”, região onde se concentram algumas das vinícolas mais renomadas da França. Essa região deve ser visitada com calma, pois é repleta de belíssimas  paisagens. O que fizemos então?  Pegamos um mapa e bicicletas em nosso hotel e pé na estrada.

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Eclusas em Dijon

Saímos de Dijon,  cedo pela manhã, por uma estrada lateral a via D122, rumo às pequenas comunas (como são chamadas as vilas) onde as terras são cobertas por vinhedos basicamente de pinot noir e chardonnay a perder de vista. O percurso programado foi de aproximadamente 15km até Gevrey – Chambertin para almoço e retorno ao final do dia. O trajeto é  fácil, pois o relevo apresenta poucas subidas.                                                              A primeira comuna é Chenôve  depois vem Marsannay-La-Côte muito pequena, mas com a biblioteca, prefeitura e demais estabelecimentos muito bem cuidados.IMG_3175

Seguimos por Couchey, Fixin e Brochon  todas comunas muito pequenas (mas pense em pequenas), porém todas elas muito charmosas. A sinalização é ótima com muitas placas indicativas deixando o enoturista  seguro para pedalar.

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Chegamos ao nosso destino Gevrey-Chambertin, comuna que concentra o maior número de “Grand Crus” da borgonha. Ali pretendíamos almoçar. Pois é, pretendíamos, porque como era um domingo, poucos restaurantes estavam abertos e os que estavam, já tinham as reservas completas. Bom, o que fazer então?  Retorno, com fome, até chegarmos a Couchey onde paramos para lanchar, pois ali estava acontecendo a ”Fete Patronale” ou seja uma festa local com a venda de artesanato e produtos regionais. Lanche simples mas delicioso. Pão, queijo regional e presunto cru, claro sem esquecer a manteiga ( ahh, a manteiga) e vinho pinot noir é claro! De sobremesa crepe de frutas vermelhas. Maravilha!IMG_3203

Já alimentados terminamos o trajeto que faltava até nosso hotel em Dijon.                                 Foram 30 km.Chegamos cansados mas felizes. Hora de um bom banho.

IMG_3229Vista do nosso quarto no Hotel Philippe le Bon.

Outras histórias da França, contaremos em outro post.

Guias de Vinhos – Como garantir uma boa compra

Na nossa opinião, os guias anuais de vinhos traduzem o final de todo o esforço dos vinicultores. Achamos que a utilização dos guias anuais facilitam barbaramente o aprendizado para saber “quem é quem” no complexo mundo dos vinhos. No Brasil, o assunto é um tanto polêmico e existe pouco material para pesquisa e estudo. No momento, o guia brasileiro mais respeitado é o “GUIA ADEGA VINHOS DO BRASIL” da editora Inner que já está na sua quinta edição (R$39,90 – edição 2015-16). Com  160 páginas e 550 rótulos avaliados às cegas de cerca de 70 vinícolas, ele nos dá um panorama da qualidade dos vinhos de todo o território nacional.

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Parte do nosso pequeno acervo!

Em outros países como a França , Espanha e Itália existem guias com cerca de 1400 páginas e mais de 10 mil vinhos avaliados.  Em todas as nossas viagens enoturísticas fazemos questão de entrar em boas livrarias para encontrar as novas edições dos guias de avaliação de vinhos.

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Guias da Espanha e da Itália
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Guias Franceses

Os  guias são o primeiro passo para encontrar vinhos muito bons por um preço excelente, visto que já foram avaliados e aprovados por profissionais do ramo.  Algumas editoras já estão disponibilizando guias para download no computador pessoal e telefone celular, mas na minha opinião, não oferece o mesmo prazer de um livro sendo manuseado em uma poltrona com a companhia de um bom vinho.

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O Guia Descorchados é um dos mais conhecidos no Brasil

O guia Descorchados é o mais conhecido no Brasil e conta com a avaliação de vinhos argentinos, chilenos, uruguaios e espumantes brasileiros. Há algum tempo os vinhos brasileiros também faziam parte do guia (na edição 2010). Por algum motivo desconhecido, acabaram saindo!

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Guias da Argentina – Austral Spectator

O nosso favorito, é o “Guia de Vinos de Chile” que adquiria as amostras para avaliação diretamente nos supermercados e lojas especializadas, não recebendo, portanto, dos produtores. A avaliação era realizada às cegas por 60 enólogos, infelizmente o guia encerrou as edições em 2010.

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Nosso guia preferido

A experiência nos mostra que algumas vezes um vinho muito caro pode não ser tão bom quanto um vinho com preço mais modesto. E é exatamente isso que os bons guias de vinhos nos demonstram. Invista o que for justo na compra da sua próxima gloriosa garrafa de vinho.

Sugestão de bons guias:

Brasil: Guia Adega – Vinhos do Brasil

Portugal: Vinhos de Portugal – João Paulo Martins

França: Bettane e Desseauve,  Des meilleurs vin de France e Hachette des vins

Itália: Gambero Rosso

Espanha: Guia Penin

Argentina: Austral Spectator

Alemanha: Gault Millau – WeinGuide Deutschland

Austrália: James Halliday – Australian wine Companion

Nova Zelândia: Michael Cooper’s  Buyer’s guide

Chile: Descorchados e Guia de Vinos de Chile

Esperamos que tenha gostado. Se você tiver outros guias que ache interessante, comente aqui e vamos trocar experiências!

Até o próximo post!

Uruguai-Bodegas Carrau e Bodega Bouza

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Montevidéu, cidade agradável, segura, com atrativos históricos e gastronomia de ótima qualidade.

Foi no mês de março que visitamos a Bodegas Carrau (www.bodegascarrau.com) localizada nas cercanias de Montevidéu.  Fomos gentilmente recebidos pela proprietária e enóloga Margarita Carrau que nos apresentou as instalações e processos de vinificação. Em seguida tivemos o prazer de degustar alguns vinhos que não fazem parte das degustações tradicionais, como os grandes “AMAT”  2008 e 2009. Degustamos também a linha Juan Carrau reserva, a linha Castel Pujol e o Vilasar Nebbiolo. Juntamente com as degustações foram oferecidos pães, presunto crudo e os excelentes queijos uruguaios. Como a visita era privada para dois casais, houve mais tempo para uma conversa mais ampla a respeito da empresa que produz 1.500.000  garrafas por ano.

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Após a degustação fomos passear pela”rambla” de Montevidéu que fica no bairro de “Punta carretas” onde estava localizado o nosso hotel, para aproveitar o final de tarde.

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Outra vinícola imperdível é a “Bodega Bouza” que fica a poucos minutos da cidade. Sendo assim fizemos uma reserva para o almoço com degustação para o dia seguinte. Esta bodega boutique produz apenas 120.000 garrafas por ano. Encontramos uma estrutura muito bem montada para receber os visitantes, assim como, um restaurante excelente. Visitamos as instalações os vinhedos e o museu de automóveis antigos. Nosso almoço ” Centro de Entrecot com redução de tannat”  foi servido com uma seleção de vinhos tintos “Bouza tempranillo parcela única B15 2009, Bouza tannat parcela única B6 2008 e MONTE VIDE EU 2008. Resumindo: Cozinha e vinhos de alta qualidade aliados  ao ótimo atendimento, uma combinação gastronômica perfeita!

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Cicloturismo no Vale dos Vinhedos

Como todos sabem, o Vale dos Vinhedos no Rio Grande do Sul, é muito rico em opções para quem quer se divertir, comendo e bebendo bem. Nesse post, vamos compartilhar um passeio que fizemos de bicicleta em um domingo no mês de fevereiro.

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O passeio chama-se “Que tal de Bike?” e é uma iniciativa da rede de hotéis Dallonder. Existem vários roteiros para quem gosta de andar de bicicleta, e nós escolhemos a “Pedalada Enoturística”. Bem, vou dizer, que nós não somos lá especialistas em bike, mas gostamos de desafios. O percurso é de cerca de 10km, realizado em torno de 4 horas, com dificuldade média. Percorremos diversas propriedades, onde degustamos os produtos locais e como não poderia deixar de ser, os vinhos ali produzidos.

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Visitamos diversas vinícolas onde foram apresentados os processos de produção e depois, degustação. Entre as visitas, a que nos chamou mais atenção, pela estrutura e cuidado com o cliente, foi a Vinícola Pizzato.

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Vinhedos da Vinícola Larentis

A qualidade desses vinhos foi surpreendente, assim como as instalações. Houve uma atenção especial ao nosso grupo de ciclistas. Foram oferecidos vários vinhos para degustação, desde a linha Fausto até a linha Concentus, passando também por diversos espumantes.

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Um vinho que nos agradou  foi o Concentus Gran Reserva 2011, um assemblage das cepas Merlot, Tannat e Cabernet Sauvignon. A produção é de apenas 4300 garrafas. Investimento de R$72,00 a garrafa.

Após a degustação e já bem relaxados,  participamos de um piquenique no gramado da vinícola. Um espetáculo!

Dito isso, Recomendamos fortemente esse passeio. Uma bela maneira de conhecer a região.

Livros e Vinhos

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Assim como uma boa viagem, muitos livros também conseguem nos despertar para o mundo do vinho. Fizemos uma lista dos nossos preferidos. Sugestão: Abra uma garrafa de um belo vinho, sirva uma taça, sente-se em algum lugar confortável e então mergulhe em uma das opções abaixo.

  1. Vinho e Guerra de Don e Petie Kladstrup – 253 páginas – Os franceses, os nazistas e a batalha pelo maior tesouro da França.
  2. La bodega de Noah Gordon – 325 páginas –  É um canto de amor à Espanha e seus vinhos.
  3. A Viúva Clicquot de Talar J.Mazzeo – 302 páginas – A história do champagne e o empreendedorismo da lendária Veuve Clicquot.
  4. O connaisseur acidental de Lawrence Osborne – 291 páginas – Uma viagem irreverente pelo mundo do vinho.
  5. Como um rei na França de Amaury Temporal – 167 páginas –  Sem pretender ser um guia de vinhos ou guia gastronômico, através da narração, traz um conjunto de referências à lugares onde se come muito bem e se bebe de forma incomparável.

 

E aí? Já leu algum desses? Tem mais livros para colocar na lista? Envie nos comentários!

Ribera del Duero – Espanha (parte I)

Olá amigos! Começamos o nosso blog com um post que marcou nossa viagem para a Espanha. Esperamos que gostem!

Degustação surpreendente na AAlto Bodegas.

Percorremos a Região de Ribera del Duero no mês de maio, em um dia muito agradável de primavera.

Nossa base foi a cidade de Valladolid, no belo hotel Marquês de La Enseñada, www.marquesdelaensenada.com, antigo moinho da cidade, encantador. Saímos pela manhã e rodamos cerca de 20km pela carretera, 122km até chegarmos à Vinícola e hotel Abadia Retuerta, que fica em um antigo monastério do século XII, totalmente restaurado. No local, a antiga igreja é hoje utilizada como salão de eventos. Como já havíamos reservado a visita através do site da vinícola, assim que chegamos, fomos levados por uma competente guia que nos conduziu em um passeio de Land Rover. Em meio aos vinhedos, que ficam em uma colina, tem-se uma vista maravilhosa. A seguir fomos para o momento do “sacrifício” onde degustamos o “Abadia Retuerta selección especial 2011” e o “Pago Negralada 2011.

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Hotel Marques de La Enseñada
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Entrada da Abadia Retuerta

Abaixo vai o link:

www.abadia-retuerta.com/legacy-es.html  (Sardón de Duero)

Seguimos adiante para nossa próxima visita enológica, mas resolvemos almoçar antes. Eis que descobrimos não haver restaurantes nas imediações. Paramos então, na minúscula, mas charmosinha, localidade de Quintalla de Arriba. Cada um pediu uma tortilla em um bar local.

Já alimentados, fomos à Bodega  AAlto, onde fomos recebidos pelo próprio enólogo, José Garcia Vega. Estávamos com um casal de amigos, portanto, foi uma visita privada.

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À esquerda, o enólogo José Garcia Vega
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Degustamos vinhos AAlto direto das barricas.

Degustação surpreendente de 8 vinhos, coroada por uma conversa muito agradável. Gostamos muito. Os vinhos são cor cereja, com aroma de frutas maduras e especiarias. Também encontramos toques de tostado, taninos maduros, sendo muito potentes.

Por fim, para nossa surpresa, cada casal recebeu de presente uma garrafa de AAlto – PS (que custa em torno de 80 euros). Aí vocês vão pensar que pagamos um valor abusivo pela degustação. Pois digo: Não pagamos NADA.

Saímos surpresos, satisfeitos e muito agradecidos.

Como dizem sempre: “Surpreenda seu cliente”.

Seguimos viagem, mas o resto contamos em outro momento!

Esperamos que tenham gostado de viajar conosco! Até o próximo post!